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Sexualidade

Influência de uma vida profissional na vida sexual e amorosa

Escrito por Vânia Ribeiro
30 de Março de 2022

Quando reflito sobre a influência da vida profissional na vida sexual e amorosa, há desde logo um tema que me insurge e do qual se tem falado cada vez mais: o stress ocupacional e o burnout. O Stress no Trabalho (ou Stress Ocupacional) ocorre quando sentimos que as exigências do trabalho são maiores do que as nossas capacidades ou recursos (reais ou imaginadas, fruto também da nossa autoavaliação) para lhes fazer face. Quando o Stress Ocupacional é prolongado no tempo ou excessivo pode constituir um fator de risco para desenvolver problemas de Saúde Psicológica, como seja o burnout. Alguns dos sinais e manifestações físicas e psicológicas (somatização) deste stress excessivo ou prolongado e que impactam diretamente a vida sexual e amorosa é a diminuição do desejo sexual, a falta de energia, e sintomas psicológicos como sentir-se irritável, culpado, triste e com falta de (auto)confiança.

Embora ainda se promova um pouco o culto da separação de papéis, é irrealista pensar que deixamos o trabalho quando saímos do trabalho, assim como é irrealista pensar que deixamos a vida “pessoal” à porta do local de trabalho, e a forma como o stress ocupacional se manifesta em cada um de nós e de como impacta ou pode impactar as nossas relações, é uma prova disso. Acontece também, cada vez mais, e em especial em profissões qualificadas e em contextos de elevada competição e responsabilidade a agenda profissional determinar a agenda e a vida amorosa, íntima e sexual. As horas prolongadas de trabalho e as exigências psicológicas da própria função a que cada um dos elementos fica exposto, colocam uma grande pressão no casal, que se vê privado de tempo e até de disponibilidade psicológica para investir na vida a dois. Esta situação, a somar a outras que fazem parte até do próprio ciclo vital do casal podem motivar uma situação de crise, de conflito e de afastamento.

Mas para grandes males, grandes remédios. E o grande remédio para estes momentos, como o é, aliás, sempre, é a comunicação e a metacomunicação. Por outras palavras, o remédio é comunicar bem em casal e também falar sobre como habitualmente “comunicamos um com o outro”. Dentro das boas práticas em termos de comunicação que os relacionamentos mais duradouros tendem a adotar é, nas suas discussões, dar a cada parceiro a possibilidade de expor o seu ponto de vista e mostrarem ao outro que estão a ser ouvidos. Todos queremos ser ouvidos, sem julgamento, e com um sentimento de profunda e genuína curiosidade, esta atitude de empatia é um poderoso redutor de tensão no casal, em especial nos momentos de discussão.

Estas competências emocionais – ser capaz de se acalmar e de acalmar o parceiro, empatia e saber ouvir contribuem largamente para que um casal consiga resolver as suas diferenças de um modo eficaz. Claro que nada muda de um dia para o outro, são hábitos e estratégias emocionais que se praticam, treinam e até que se negoceiam, precisam de persistência e vigilância. “Os casais conseguirão fazer tão mais facilmente as mudanças-chave quanto mais motivados estiverem para o tentar.” (Goleman).

Para além destas estratégias, e atendendo a que a montante das dificuldades sexuais e amorosas poderá estar precisamente o referido stress ocupacional, uma outra estratégia que poderá também ajudar a lidar com tais dificuldades é tentar autoanalisar o que estará a provocar o referido stress. Pois este poderá ser por causas ou fatores exógenos/objetivos ou poderá ser apenas devido a autoavaliações distorcidas/subjetivas ou até mesmo por exigências pessoais/perfeccionismo. Neste contexto, e de acordo com o atual conhecimento científico, a simples auto-consciencialização das reais causas do stress, poderá ajudar, só por si, a lidar melhor com as situações ou contextos que o provocam. Ao adotarem-se estas estratégias, estou certa de que a vida profissional e os stressores que daí decorrem tendem a causar menos impacto e o casal pode manter a sua grande e primordial função – constituírem-se como um lugar de pertença e de suporte.

Vânia Ribeiro

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